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  • Participação da Prof. Anna Benite no FSM

    Participação do LPEQI no Fórum Social Mundial

    O Fórum Social Mundial (FSM) nasceu em 2001 por organizações e movimentos sociais que, a partir de uma proposta inicial, se auto-convocaram e mobilizaram para um grande encontro em Porto Alegre, em contraposição ao neoliberalismo representado pelo Fórum Econômico Mundial, que ocorria ao mesmo tempo em Davos, na Suíça.

     

    Os acontecimentos mundiais que sucederam ao primeiro FSM chocaram-se com os anseios de paz da humanidade. No mesmo ano 2001 vieram abaixo as Torres Gêmeas. E em nome de combater o terrorismo, o Ocidente capitaneado pelos EUA passou a justificar novas guerras e semear novas formas de terror, a estigmatizar povos inteiros por suas etnias e culturas e a perseguir violentamente os imigrantes. Armou-se sem hesitar para combater justamente a diversidade que o FSM nasceu para celebrar.

     

    Contra tudo isso, as lutas reunidas no FSM conseguiram impulsionar mudanças e apontar caminhos. hoje seriamente ameaçados. Na América Latina, em especial, foram possíveis experiências mais democráticas, de ascensão de forças populares, de indígenas e trabalhadores, ou mais progressistas, aos governos. E contra as quais também se organizaram todas as forças conservadoras.

     

    Com as primeiras edições em Porto Alegre (2001, 2002, 2003 e 2005), o FSM percorreu o mundo com encontros em Mumbai, Caracas, Karashi, Bamako, Nairobi, Belém, Dacar, Tunis e Montreal. Além de edições temáticas, regionais, continentais.

     

    Em 2018 o FSM retorna ao Brasil, na cidade de Salvador, com o tema "Resistir é Criar, resistir é transformar". As atividades acontecem na semana do dia 13 a 17 de março e incluem inúmeras atividades: https://wsf2018.org/todas-atividades/

     

    O LPEQI na pessoa da Professora Anna Maria Canavarro Benite, também presidenta da Associação Brasileira de Pesquisadores Negros - ABPN, participará na manhã do dia 15/03/2018 do seminário intitulado "Transformações e resistências: as necessidades de uma política nacional de formação de pesquisadores negras e negros", juntamente com os professores Nilma Lino Gomes, Paulino de Jesus, Henrique Cunha, Kabenguele Munanga e Glaucius Oliva.

     

    Ficou interessado em saber mais do FSM? Visite o site /https://wsf2018.org/

     

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  • X COPENE

    X COPENE

    15 Fevereiro a 16 Fevereiro 2021

    A Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as – ABPN, a Universidade Federal de Uberlândia – UFU e o Consócio Nacional de Núcleos de Estudos Afro-brasileiros – CONEABs têm a satisfação de convidar a comunidade de pesquisadores/as, profissionais da educação básica e ativistas do movimento social para o X Congresso Brasileiro de Pesquisadores/as Negros/as – X COPENE, evento que ocorrerá de 12 a 17 de outubro de 2018 na Universidade Federal de Uberlândia – UFU, em Uberlândia/MG.

     

    X Congresso Brasileiro de Pesquisadores/as Negros/as – X COPENE tem como objetivo constituir-se enquanto espaço de divulgação, circulação e promoção da produção científica dos/as pesquisadores/as negros/as e de estudiosos/as das temáticas vinculadas à população negra, sob a perspectiva do diálogo entre os povos africanos e da Diáspora, com vistas aos debates e reflexões acerca da intelectualidade negra nos diferentes campos e áreas do conhecimento científico e do saber, e também sob a perspectiva da resistência, do enfrentamento e do combate às diversas formas de racismo, de forma particular a segregação dos negros e negras nos espaços sociais e na produção acadêmica. Este evento reunirá professores/as, pesquisadores/as e estudantes das mais diversas instituições acadêmicas de todas as regiões do Brasil, ativistas dos movimentos sociais e convidados estrangeiros.

     

    A assembleia geral da Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as (ABPN), realizada no IX Congresso Brasileiro de Pesquisadores/as Negros/as (IX COPENE) na cidade de Dourados, Mato Grosso do Sul, em 23 a 28 de janeiro de 2017, aprovou a realização do X Congresso Brasileiro de Pesquisadores/as Negros/as (X COPENE) na Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Nesta oportunidade, a referida assembleia indicou algumas diretrizes para nortear a organização do evento, a saber:

     

    a) observação da proporcionalidade de gênero na composição da programação geral do evento e das temáticas relativas às mulheres negras;

    b) relação da ABPN com a Educação Básica, buscando ampliar a participação dos NEABs (Núcleos de Estudos Afro-brasileiros) e dos/as profissionais da Educação Básica na programação do COPENE;

    c) diálogo com os Movimentos Sociais, de forma particular com o Movimento Negro, contemplando a participação deles no COPENE;

    d) ampliação do diálogo entre a ABPN e as Comunidades Quilombolas;

    e) aproximação entre a ABPN e os/as estudantes africanos/as que estudam no Brasil.

     

    A partir dessas orientações, iniciaram-se os trabalhos de elaboração do projeto do X COPENE, a ser realizado em Uberlândia, na maior cidade da região do Triângulo Mineiro. Esse município possui a segunda economia mais importante do estado e localização geográfica estrategicamente privilegiada. Ao longo dos seus mais de 120 anos, Uberlândia transformou-se no maior centro de distribuição atacadista da América Latina, tornando-se detentora de uma moderna rede de comunicação, composta por emissoras de televisão, rádio e uma companhia local de telefonia fixa e celular, sendo, por tudo isso, uma cidade com condições ideais para receber turistas e sediar grandes eventos.

     

    A cidade possui espaços para grandes eventos, como o Teatro Municipal de Uberlândia, com capacidade para mais de 800 pessoas; o Center Convention, com capacidade para aproximadamente 5.000 pessoas; uma vasta rede hoteleira, que agrega conforto, qualidade e preços acessíveis, rodoviária e rodovias com conexão com as principais cidades do país e um moderno aeroporto com voos diretos e/ou conexões para as principais capitais brasileiras e exterior.

     

    Academicamente, Uberlândia é uma cidade pulsante, que conta, entre outras instituições de Ensino Superior, com a Universidade Federal de Uberlândia (UFU), uma das mais importantes universidades do país. A UFU possui uma ampla estrutura acadêmica voltada para as atividades de ensino, pesquisa e extensão, sendo composta por 7 campi universitários em 4 cidades da região do Triângulo Mineiro (Uberlândia, Ituiutaba, Patos de Minas e Monte Carmelo). Esses espaços comportam dezenas de auditórios (com capacidade entre 70 e 800 pessoas), salas de aulas equipadas com multimídias, ginásios poliesportivos, centros de convivências, amplos espaços para eventos abertos e uma sede campestre. O corpo docente da universidade possui, em diferentes unidades acadêmicas, mais de uma dezena de pesquisadores/as negros/as mestres e doutores com formação nos mais renomados Programas de Pós-Graduação das instituições brasileiras e estrangeiras, bem como sólida agenda de cooperação nacional e internacional. Estes/as pesquisadores/as, em diferentes níveis da carreira docente, possuem uma concreta articulação com a Educação Básica e com o setor público e privado da educação. De suas reflexões e promoções acadêmicas nesta universidade, no ano de 2005, esses/as pesquisadores/as formaram um grupo de pesquisa e extensão denominado ¨Racismo e Educação”, hoje designado Grupo de Estudos Africanos e da Diáspora, sendo reconhecido e certificado junto à UFU e ao CNPq. No ano de 2006, esse mesmo grupo de pesquisadores/as fundou o Núcleo de Estudos Afro-brasileiros – Neab/UFU e, posteriormente, em 2011, expandiu as discussões referentes à negritude para o Campus Pontal – Ituiutaba, onde se fixam Núcleo de Estudos e pesquisas sobre Educação para as relações étnico-raciais e Ações afirmativas, sendo este último, também reconhecido e certificado junto à UFU e ao CNPq.

     

    Deste contexto efetivo de fundamentação em arcabouço teórico-científico associado a mais de quatro décadas de experiência acadêmica e à atuação interativa com as entidades do movimento social negro uberlandense e da região do Triângulo Mineiro, sob a liderança dos professores Dr.ª Luciane Ribeiro Dias Gonçalves (UFU-Campus do Pontal - Ituiutaba) e Dr. Benjamin Xavier de Paula (UFU-Campus Santa Mônica - Uberlândia), um grupo de pesquisadores/as candidatou-se a organizar a 10ª edição do Congresso Brasileiro de Pesquisadores/as Negros/as (X COPENE) na Universidade Federal de Uberlândia (UFU) com a indicação dos dias 12, 13, 14, 15, 16 e 17 de outubro de 2018 para a realização do evento. De tal modo, a organização do X COPENE apresenta o tema: “REEXISTÊNCIA INTELECTUAL NEGRA E ANCESTRAL: 18 anos de enfrentamento” tendo como foco a perspectiva da reexistência abordada por Ana Lúcia Silva Souza, em seu livro Letramentos de (Re) existência - Poesia, Grafite, Música, Dança: Hip-hop. Segundo a autora, nas diversas práticas culturais do movimento hip-hop ocorre um “letramento de reexistência”. Corroborando com essa visão, adotamos o termo "(re) existência" para enfatizar a singularidade, uma vez que percebemos que a intelectualidade negra tem criado novas formas de entender e realizar a pesquisa científica.

     

    Tais afrontamentos vêm criando desestabilização da ciência neutra e revelando novas formas de fazer/ser/viver a pesquisa científica. Assim, na expressão “(re) existência intelectual”, tomamos emprestado do “Letramento de (re) existência” o sentido de que a prática da pesquisa se torna ação científica dos/as pesquisadores/as negros/as brasileiros/as. Para os/as intelectuais negro/as, a pesquisa é marcada pelo “reconhecimento de si, que desafia de diferentes maneiras e em diferentes formatos, a sujeição imposta, ainda materializada no racismo, nos preconceitos e discriminações” (SOUZA, 2011, p. 37).

     

    SOUZA, Ana Lucia Silva. Letramento de Reexistência - poesia, grafite, música, dança e hip-hop. 

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  • XIX ENEQ - Encontro Nacional de Ensino de Química

    XIX ENEQ - Encontro Nacional de Ensino de Química

    16 a 20 Julho

    Apresentação

     

    Dentre as mais belas características do Norte do Brasil e, em especial, do Estado do Acre escolhemos duas que mais representam o atual momento da educação brasileira, sobretudo na Educação em Química: os rios amazônicos e a seringueira, ambos símbolos de transformação e mudança.

    Muitos dos grandes rios que conhecemos têm a sua origem em uma pequena nascente, conforme seguem seu curso, outros córregos e rios menores se agrupam a eles, até que se tornem imponentes e caudalosos. Eles são capazes de modificar o ambiente ao redor e de sobrepujar qualquer obstáculo.

    Assim como os rios são sinônimos de transformação e mudança, a seringueira já foi sinônimo de riqueza e esperança, quando muitos brasileiros migraram de sua terra natal em busca de uma vida melhor. O látex extraído dessas árvores era, e é até hoje, utilizado para produzir borracha natural. Narra a história, que somente após Charles Goodyear descobrir o processo de vulcanização (fusão do látex com enxofre por meio do fogo, onde as ligações duplas são quebradas e o enxofre se liga formando ligações cruzadas), ela passou a ser utilizada na fabricação de pneus e solas de sapato, o que a transformou em “ouro negro”, tamanha a sua importância econômica.

    A vulcanização transforma o látex oriundo da seringueira em um material mais resistente e duro, mas ainda maleável, podendo ser utilizado nas mais diversas situações. De maneira análoga, toda mudança tem seu início em pequenas ideias e ações, geralmente de pequenos grupos, ou ainda de uma única mente. Conforme, vai tomando forma, força e agrupando ideias e ideais, todo o conjunto é capaz de transformar tudo ao redor. Por meio das ações que desenvolve, seja individualmente ou em grupo, o educador trabalha como um catalisador de reações na sociedade em que vive, ele impulsiona a formação de opiniões e facilita a leitura do mundo a partir da construção e reconstrução do conhecimento.

    Como sabemos que na natureza nada se perde, nada se cria, tudo se transforma, o ensino brasileiro, sobretudo o Ensino de Química precisa ser transformado, para se tornar mais sólido, mais resistente, unificado, permanecendo, no entanto, maleável para novas mudanças.

    Como os grandes rios, imponentes, mantenedores da vida, às vezes avassaladores, mas na sua essência, agentes de transformação e como ocorre no processo de vulcanização do látex natural, precisamos quebrar algumas ligações e formar outras novas, mais resistentes e duradouras. Por isso, o ENEQ 2018 irá abordar o tema “Transformação”, de forma que, inspirados por esses fenômenos naturais, sejamos diariamente sujeitos de transformação na construção do conhecimento dos nossos estudantes, de maneira que o ensino brasileiro seja elevado ao nível de “ouro negro” da borracha.

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