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    X COPENE

    15 Fevereiro a 16 Fevereiro 2021

    A Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as – ABPN, a Universidade Federal de Uberlândia – UFU e o Consócio Nacional de Núcleos de Estudos Afro-brasileiros – CONEABs têm a satisfação de convidar a comunidade de pesquisadores/as, profissionais da educação básica e ativistas do movimento social para o X Congresso Brasileiro de Pesquisadores/as Negros/as – X COPENE, evento que ocorrerá de 12 a 17 de outubro de 2018 na Universidade Federal de Uberlândia – UFU, em Uberlândia/MG.

     

    X Congresso Brasileiro de Pesquisadores/as Negros/as – X COPENE tem como objetivo constituir-se enquanto espaço de divulgação, circulação e promoção da produção científica dos/as pesquisadores/as negros/as e de estudiosos/as das temáticas vinculadas à população negra, sob a perspectiva do diálogo entre os povos africanos e da Diáspora, com vistas aos debates e reflexões acerca da intelectualidade negra nos diferentes campos e áreas do conhecimento científico e do saber, e também sob a perspectiva da resistência, do enfrentamento e do combate às diversas formas de racismo, de forma particular a segregação dos negros e negras nos espaços sociais e na produção acadêmica. Este evento reunirá professores/as, pesquisadores/as e estudantes das mais diversas instituições acadêmicas de todas as regiões do Brasil, ativistas dos movimentos sociais e convidados estrangeiros.

     

    A assembleia geral da Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as (ABPN), realizada no IX Congresso Brasileiro de Pesquisadores/as Negros/as (IX COPENE) na cidade de Dourados, Mato Grosso do Sul, em 23 a 28 de janeiro de 2017, aprovou a realização do X Congresso Brasileiro de Pesquisadores/as Negros/as (X COPENE) na Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Nesta oportunidade, a referida assembleia indicou algumas diretrizes para nortear a organização do evento, a saber:

     

    a) observação da proporcionalidade de gênero na composição da programação geral do evento e das temáticas relativas às mulheres negras;

    b) relação da ABPN com a Educação Básica, buscando ampliar a participação dos NEABs (Núcleos de Estudos Afro-brasileiros) e dos/as profissionais da Educação Básica na programação do COPENE;

    c) diálogo com os Movimentos Sociais, de forma particular com o Movimento Negro, contemplando a participação deles no COPENE;

    d) ampliação do diálogo entre a ABPN e as Comunidades Quilombolas;

    e) aproximação entre a ABPN e os/as estudantes africanos/as que estudam no Brasil.

     

    A partir dessas orientações, iniciaram-se os trabalhos de elaboração do projeto do X COPENE, a ser realizado em Uberlândia, na maior cidade da região do Triângulo Mineiro. Esse município possui a segunda economia mais importante do estado e localização geográfica estrategicamente privilegiada. Ao longo dos seus mais de 120 anos, Uberlândia transformou-se no maior centro de distribuição atacadista da América Latina, tornando-se detentora de uma moderna rede de comunicação, composta por emissoras de televisão, rádio e uma companhia local de telefonia fixa e celular, sendo, por tudo isso, uma cidade com condições ideais para receber turistas e sediar grandes eventos.

     

    A cidade possui espaços para grandes eventos, como o Teatro Municipal de Uberlândia, com capacidade para mais de 800 pessoas; o Center Convention, com capacidade para aproximadamente 5.000 pessoas; uma vasta rede hoteleira, que agrega conforto, qualidade e preços acessíveis, rodoviária e rodovias com conexão com as principais cidades do país e um moderno aeroporto com voos diretos e/ou conexões para as principais capitais brasileiras e exterior.

     

    Academicamente, Uberlândia é uma cidade pulsante, que conta, entre outras instituições de Ensino Superior, com a Universidade Federal de Uberlândia (UFU), uma das mais importantes universidades do país. A UFU possui uma ampla estrutura acadêmica voltada para as atividades de ensino, pesquisa e extensão, sendo composta por 7 campi universitários em 4 cidades da região do Triângulo Mineiro (Uberlândia, Ituiutaba, Patos de Minas e Monte Carmelo). Esses espaços comportam dezenas de auditórios (com capacidade entre 70 e 800 pessoas), salas de aulas equipadas com multimídias, ginásios poliesportivos, centros de convivências, amplos espaços para eventos abertos e uma sede campestre. O corpo docente da universidade possui, em diferentes unidades acadêmicas, mais de uma dezena de pesquisadores/as negros/as mestres e doutores com formação nos mais renomados Programas de Pós-Graduação das instituições brasileiras e estrangeiras, bem como sólida agenda de cooperação nacional e internacional. Estes/as pesquisadores/as, em diferentes níveis da carreira docente, possuem uma concreta articulação com a Educação Básica e com o setor público e privado da educação. De suas reflexões e promoções acadêmicas nesta universidade, no ano de 2005, esses/as pesquisadores/as formaram um grupo de pesquisa e extensão denominado ¨Racismo e Educação”, hoje designado Grupo de Estudos Africanos e da Diáspora, sendo reconhecido e certificado junto à UFU e ao CNPq. No ano de 2006, esse mesmo grupo de pesquisadores/as fundou o Núcleo de Estudos Afro-brasileiros – Neab/UFU e, posteriormente, em 2011, expandiu as discussões referentes à negritude para o Campus Pontal – Ituiutaba, onde se fixam Núcleo de Estudos e pesquisas sobre Educação para as relações étnico-raciais e Ações afirmativas, sendo este último, também reconhecido e certificado junto à UFU e ao CNPq.

     

    Deste contexto efetivo de fundamentação em arcabouço teórico-científico associado a mais de quatro décadas de experiência acadêmica e à atuação interativa com as entidades do movimento social negro uberlandense e da região do Triângulo Mineiro, sob a liderança dos professores Dr.ª Luciane Ribeiro Dias Gonçalves (UFU-Campus do Pontal - Ituiutaba) e Dr. Benjamin Xavier de Paula (UFU-Campus Santa Mônica - Uberlândia), um grupo de pesquisadores/as candidatou-se a organizar a 10ª edição do Congresso Brasileiro de Pesquisadores/as Negros/as (X COPENE) na Universidade Federal de Uberlândia (UFU) com a indicação dos dias 12, 13, 14, 15, 16 e 17 de outubro de 2018 para a realização do evento. De tal modo, a organização do X COPENE apresenta o tema: “REEXISTÊNCIA INTELECTUAL NEGRA E ANCESTRAL: 18 anos de enfrentamento” tendo como foco a perspectiva da reexistência abordada por Ana Lúcia Silva Souza, em seu livro Letramentos de (Re) existência - Poesia, Grafite, Música, Dança: Hip-hop. Segundo a autora, nas diversas práticas culturais do movimento hip-hop ocorre um “letramento de reexistência”. Corroborando com essa visão, adotamos o termo "(re) existência" para enfatizar a singularidade, uma vez que percebemos que a intelectualidade negra tem criado novas formas de entender e realizar a pesquisa científica.

     

    Tais afrontamentos vêm criando desestabilização da ciência neutra e revelando novas formas de fazer/ser/viver a pesquisa científica. Assim, na expressão “(re) existência intelectual”, tomamos emprestado do “Letramento de (re) existência” o sentido de que a prática da pesquisa se torna ação científica dos/as pesquisadores/as negros/as brasileiros/as. Para os/as intelectuais negro/as, a pesquisa é marcada pelo “reconhecimento de si, que desafia de diferentes maneiras e em diferentes formatos, a sujeição imposta, ainda materializada no racismo, nos preconceitos e discriminações” (SOUZA, 2011, p. 37).

     

    SOUZA, Ana Lucia Silva. Letramento de Reexistência - poesia, grafite, música, dança e hip-hop. 

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